segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Politicamente Correto e Você

Alguém já se deu conta que a praga do "politicamente correto" está se tornando uma ameaça? Não? Então vamos começar pela evidência primeira: lembra dos seus filmes antigos dos anos 70 e 80? Sim, aqueles que marcaram a história do cinema com sua criatividade e inovação? Alguns deles foram alterados pelo "politicamente correto".

Exemplos?

Guerra nas Estrelas. A cena em que Han Solo atira em Greedo na cantina. Ele atira primeiro. Contudo, a cena foi modificada digitalmente (e de forma horrível) para que Greedo atirasse primeiro, Han desviasse e só então disparasse contra o caçador de recompensas. Por que? Politicamente correto. Han Solo é um herói e "heróis não atiram primeiro". Verdade? Bem, eu cresci na época e continuei achando Han um herói mesmo sabendo que ele também era um caçador de recompensas e nem por isso me tornei uma criança problema ou assassino. Exemplo dois? E.T. o Extraterreste. A cena onde os agentes do FBI perseguem os garotos com armas em punho foi também editada. No lugar de armas, walkie talkies. Por que? Não me senti ofendido, perseguido, diminuido...como também garoto me senti ameaçado, mas não era essa a idéia? Não faz sentido. Qual será a próxima idéia? Substituir walkie talkies por patos de borracha?

Percebem?

Agora vamos viajar para o lado mais sombrio desse comportamento.


O "politicamente correto" te faz calar.
Sim! Calar. Quantas vezes deixou de expressar suas opiniões por conta do que os outros iriam pensar ou por conta do que a dita "maioria" iria dizer ou julgar? É impressionante como o próprio "politicamente correto" exalta que todos devem ter suas opiniões, quando ele mesmo te julga por expressá-las, caso não façam parte do pensamento comum, do que todos querem ouvir.

E para onde isso nos leva? Para o pior lugar possível, pois, ao não expressar e defender seus pontos ou antagonizar pontos de vistas absurdos e contrários, o senso comum cria a ilusão de que todos pensam da mesma forma, o que não é verdade. Pensamos diferente sobre praticamente tudo, mas estamos deixando de lado o diálogo e a diversidade para nos juntarmos ao silêncio de uma massa que apenas PARECE que pensa o mesmo, mas que na calada da noite, de forma velada, mostra sua real face contrária.

Não podemos deixar o "politicamente correto" de lado e sermos apenas CORRETOS?
Estaríamos fazendo um grande favor a humanidade.

Viva a diferença de opinião.

Momentum

Dezembro chega e com ele o já conhecido "espírito de Natal", famoso por estar associado a exploração do consumo por intermédio de táticas emocionais. Nessa época do ano, uma bruma envolve a sociedade como um todo e as pessoas sentem-se mais inclinadas a reflexão e a gentileza (pelo menos as que não repelem completamente a idéia das comemorações de fim de ano).

Para as pessoas que adoram as comemorações, o clima "amigável" e o "espírito natalino", independente de sua religião, fica a pergunta:

Por que ao invés de escolher um único mês no ano para se permitir sentir-se feliz, praticar a generosidade e refletir sobre os rumos da humanidade, não adota-se a mesma postura de forma constante ao longo do ano? Um mês é pouco e acaba servindo como uma espécie de perdão pelo que não foi feito durante os demais meses do ano. São 11 contra 1 e isso é uma desvantagem enorme.

O espírito natalino tem duração efêmera e geralmente é esquecido com a ressaca do ano novo.
E passo a passo, vamos de lugar algum para nenhum lugar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nunca fiz isso.
Nem sei por onde começar.

Escrevo para mim mesmo, será? Talvez para uma consciência que desconheço, como se o vazio da Internet fosse de alguma forma me dar retorno sobre o que escrevo, como um eco.

Não acredito que alguém leia, não acredito que alguém comente o que aqui escreverei.

Caso aconteça, ótimo. Me faço ouvido mesmo que não agrade.
Mas não espero, portanto, não tenho como me decepcionar.

Aqui começa.