segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Momentum

Dezembro chega e com ele o já conhecido "espírito de Natal", famoso por estar associado a exploração do consumo por intermédio de táticas emocionais. Nessa época do ano, uma bruma envolve a sociedade como um todo e as pessoas sentem-se mais inclinadas a reflexão e a gentileza (pelo menos as que não repelem completamente a idéia das comemorações de fim de ano).

Para as pessoas que adoram as comemorações, o clima "amigável" e o "espírito natalino", independente de sua religião, fica a pergunta:

Por que ao invés de escolher um único mês no ano para se permitir sentir-se feliz, praticar a generosidade e refletir sobre os rumos da humanidade, não adota-se a mesma postura de forma constante ao longo do ano? Um mês é pouco e acaba servindo como uma espécie de perdão pelo que não foi feito durante os demais meses do ano. São 11 contra 1 e isso é uma desvantagem enorme.

O espírito natalino tem duração efêmera e geralmente é esquecido com a ressaca do ano novo.
E passo a passo, vamos de lugar algum para nenhum lugar.

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